Domingo, 22 de Agosto de 2010

Crônicas 4

VIVENCIAR A CULTURA LUSA - II

Vezo Desenraizante e a Massificação do Subconsciente Coletivo

J. Jorge Peralta

 

1. Se bem repararmos, veremos que, na Internet, muitos só escrevem em inglês, ainda que escrevam apenas para o falante do português. Isto é exibicionismo de complexo desenraizado. Muitos patrícios comprazem-se em maldizer o próprio povo (?!)

É assustador como o neocolonialismo Opressivo moderno consegue se impor através dos meios de comunicação e da massificação do subconsciente coletivo, em nome da “liberdade” (?!). As pessoas vão perdendo imperceptivelmente sua personalidade,  seu caráter e sua identidade, aderindo ao pensamento único, despersonalizado, despersonalizante e anódino. Vejam que o neocolonialismo, expulso da África, chegou a Europa, mascarado... Foi recebido com  “agrado sádico (?!)”...  O Novo Colonialismo de ideias e opressão mental está por toda a parte com máscara de “liberdade”. É muito mais nocivo do que alghuns colonialismos viciados.

Para se preservar atrás de biombos furados, os detentores do poder impõem a lei da mordaça, do “cala a boca” “comprando” os meios de comunicação. A opinião pública é mascarada e confundida com a opinião publicada e bem armada...

Em mentes condicionadas e pré-programadas pelos ideólogos de plantão, a Internet, como um dos  únicos baluartes da “liberdade”, poucos atinge. Assim mesmo, temos de insistir e nunca desistir. Faça a sua parte!

 

2. Muitos dos portugueses, com menos de 30 anos, não acreditam no seu país, no pós 25 de Abril. Nem em si mesmos (?!) Por quê? Porque, quando a família não conseguiu socorrê-los, muitos foram educados, e seu ideário foi formado, (ou deformado) por um governo (ou desgoverno) de alguns entreguista que desnacionalizou o país e despatrializou a mente  de muitas crianças e jovens. Estes foram vítimas de uma campanha  cerrada, contra o que há  de melhor  em Portugal: o seu povo, a sua história, o seu potencial psico-social e empreendedorístico, seu amor ao trabalho, a sua dedicação, sem limites, às coisas em que cremos. Criou apátridas.

O leitor talvez esteja  advertindo: Não faça injustiça, nem todos são  entreguistas farsantes. E eu insisto: Não disse “todos”, falei apenas dos que são entreguistas. Bem sei que nem todos o são. Há gente séria  em toda a parte. Mas quem decide?!

As forças positivas e as negativas, como o bem e o mal, estão em eterna oposição ou em confronto. Quem desistir é aniquilado...

 

3. Os formadores de opinião inventaram uma farsa: a “pátria” européia, que nunca existiu. E nunca existirá. A nossa língua sonora, bela, forte e gentil, muitos vão trocando pelo inglês. Até para falar com seus patrícios, eles usam o inglês. Mas isso passa... É doença leve... A maviosa Língua Portuguesa ninguém esquece.

Portugal, com suas forças profundas, é desconhecido de muitos. É-lhes escondido.

O Portugal profundo não está nos manuais calhordas dessa genteapátrida, sendo alguns dos desertores dos ideais da nação, vendidos a forças estranhas, de pendor consumista, inveterados, farsantes. Eles sempre desprezarão nossa cultura e nossa música genuína.

Para muitos, a cultura e até a boa música e gastronomia portuguesa, é européia. Um vício de exclusão e discriminação internacional.

Em contrapartida o que é italiano é italiano; o que é espanhol é espanhol; o que é francês é francês. De onde nos vem este cacoete de auto heteró exclusão?!

Vieira nosso magno orador, dizia:

Não me temo da Espanha.

Temo-me desta canalha...”

Com os estranhos é mais fácil reagir; com os de casa é mais difícil perceber-lhe as traições.

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publicado por musicadalusofonia às 12:58
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