Domingo, 22 de Agosto de 2010

Crônicas 3

VIVENCIAR A CULTURA LUSA - I

Música e Identidade Nacional

J. Jorge Peralta

I – PRESTIGIAR A NOSSA MÚSICA GENUÍNA

 

1. Na música, qualquer música que nos fale à mente e ao coração, a gente sempre se encontra. A música é a grande companheira. A música genuína é a alma da nação.

A boa música a gente nunca esquece.

Na rua, na praça, no bar, no restaurante, numa festa, ou sozinho em nossa casa, ou no carro,  com uma boa música, sempre estamos bem acompanhados. Com nossa música, folclórica, tradicional, moderna, popular ou erudita, nunca estamos sós.

Na música nossas forças se aviventam. Nossa música é um elo universal  que a todos reúne, em qualquer circunstância e em qualquer lugar. A música é solidariedade, é confraternização, sempre que a desfrutamos, ouvindo ou contando, em qualquer parte do globo.  Ecoa em nós  o coração da nacionalidade. A música clássica ecoa, em nós, o coração da humanidade, no que ela tem de melhor.

Prossiga a leitura deste artigo ouvindo Amália Rodrigues:

 

Foi Deus” é um texto universal, mas o ritmo é nosso. (clique)

http://www.youtube.com/watch?v=tb6BgMz0FNs&feature=related

 

2. Por isso congratulo-me com as veementes manifestações, em

defesa de nossa rica música genuína, e, por tabela, em defesa de nossa identidade nacional. Os comentários inspiraram-me a retomar algumas ideias que tenho desenvolvido no site ”tribunalusofona.blogspot”. Algumas dessas ideias também foram publicadas em outros sites.

Problema em pauta: há pessoas patrícias, em cargos de destaque, que  descartam nossa música genuína, em eventos públicos. Certamente por desconhecimento...

Abordo aqui a gênese do descaso por nossa cultura, sem intenção de ser exaustivo. Proponho alguns elementos para reflexão sobre a força da música popular.

 

3. No Facebook “Portugal tem orgulho de Dulce Pontes”, há  algum tempo, foi divulgada uma entrevista da Dulce, a uma rádio, em que ela reclamava exatamente do pouco prestígio  e consequente pouco espaço que a mídia portuguesa oferece  à divulgação da música portuguesa. Confirmou  assim a denúncia  de um dos comentadores.

É lastimável que uma rádio, do porte da Rádio Renascença, siga os mesmos vícios que são impostos  e submetidos pelo mercado, pela  política dominante, ou por outros controladores, não prestigiando, com destaque, a música portuguesa. Acredito que isso atente mais aos vícios anti-nacionais e anti-lusófonos, que são impingidos à população e que leva muitos a desprezarem tudo o que é produto nacional, num europeísmo tacanho... Temos de reagir com veemência.

Somos europeus, sim senhor, mas a nossa nacionalidade é portuguesa.

As Rádios, como a Televisão têm responsabilidade social. Tocar músicas do povo, de qualidade, é questão de consciência cidadã.

Não esqueçamos que, em toda a parte, há arte de alta qualidade, que deve ser promovida  e “arte” sem (!) qualidade que talvez não mereça  grande espaço... embora esta classificação possa ser equivocada, como prova a história...

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publicado por musicadalusofonia às 12:56
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