Sábado, 25 de Dezembro de 2010

Adeste Fideles

ADESTE FIDELES

Um Hino do Natal Universal

José J. Peralta

Adeste Fideles é um dos hinos de Natal mais cantados, nos grandes templos cristãos e católicos do mundo inteiro.

Até um passado recente, desde o século XVII, este hino  era conhecido, na Inglaterra e nos Estados Unidos, como “Hino Português” “The Portuguese Hymn”.

Adeste Fideles era um dos hinos favoritos, regularmente cantados  no Natal da Capela da Embaixada Portuguesa, em Londres, nos séculos XVII e XVI

II,  no tempo da intolerante repressão protestante.

Os livros, são quase unânimes em registrar o Adeste Fideles como Hino Português.

 

A autoria é atribuída, por alguns, ao Rei Português D. João IV, o rei músico, cuja Capela do Palácio Ducal de Vila Viçosa era um grande e célebre reduto de arte musical, no século XVII.

Entre as composições muito conhecidas de D. João IV contam-se a “Crux Fidelis”, que pode ser conferida no

http://www.youtube.com/watch?v=7XZ3DLz8zEY

A Embaixada Portuguesa, em Londres, também ficou célebre “pela excelência das músicas usadas nas cerimônias litúrgicas”

O Adeste Fideles tornou-se popular também nas Igrejas Anglicanas, onde se tornou conhecido também como “The Portuguese Hymn”, apontando a sua origem.

 

A autoria da melodia, jamais será conhecida com certeza. Mas não há dúvida de sua origem portuguesa.

De modo geral, até recentemente, era registrado como canto popular português.

Esta é, certamente, a única maneira correta de registrar a origem de tão bela quão célebre melodia e letra.

Por questões políticas e hegemônicas, hoje muitos registram Adeste Fideles, como sendo de autoria anônima, simplesmente, tentando desviar a atenção da autoria portuguesa, até porque não há outra alternativa possível. Anônima, sim, mas não apátrida.

O ritmo de Adeste Fideles é claramente de origem portuguesa.

Pela delicadeza e leveza da melodia, assemelha-se  ao ritmo popular da ciranda, além de outras modalidades populares de Portugal, hoje tradicionais, em todos os Povos Lusófonos.

 

Concluindo, podemos dizer que, com tão leve e sugestiva melodia, Portugal ofereceu ao mundo o Hino Universal do Natal.

É um belo troféu de que os portugueses, podem se honrar, e é um estímulo para a sua reconhecida criatividade para aprenderem que seus patrícios são capazes de  produzir grandes e belas obras, ainda em nossos dias.

O Adeste Fideles canta um Natal compartilhado e Universal. É um convite a todos (Vinde, correi) para a confraternização Universal do Natal, sem discriminação de raça, credo ou posição social. Tal como ocorre no bodo do Divino, nos Açores.

 

 

Adeste Fideles canta os genuínos valores do Natal cristão, com toda a simplicidade, como convém  à mais bela celebração da cristandade, talvez da humanidade, para quem sabe sentir a força que dela irradia. Canta a simplicidade, a confraternização popular, a alegria compartilhada, o sentido imanente do Divino, a superação dos antagonismos de classes sociais, aqui solidárias.

O Espírito do Natal perpassa a vida social, no Adeste Fideles. O destaque dado hoje à Celebração do Natal foi sendo imposto pela tradição popular, que aos poucos se impôs à hierarquia.  O Natal foi  conquista popular. Nasceu do povo. Daí o ritmo do canto popular de roda, de ciranda, simples, alegre e movimentado que caracteriza o Adeste Fideles. Por isto pode ser acompanhado por instrumentos simples. O Adeste Fidelis dá realce ao espírito do Natal, integrando-se na Comunidade.

 

 

 

ADESTE FIDELES

Canto Popular Português

 

 

Adeste Fideles, laeti triunphantes.

Venite, venite in Bethlehem.

Natum Videte, Regem Angelorum

 

Venite, adoremus; venite adoremus.

Venite, adoremus Dominum.

 

 


 

 

ADESTE FIDELES

 

[Correi ó Fiéis]

 

Correi, ó fiéis, correi,

Ágeis, Exultantes!

Oh! Vinde, vamos até Belém.

Vede o Menino, em palhas deitado.

 

Oh! Vinde ,adoremos! Oh! Vinde, adoremos!

Oh! Vinde, adoremos o Senhor!

(Tradução: JPeralta)

 

 

 

 

 

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publicado por musicadalusofonia às 14:46
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Palavra do Editor


MÚSICA E IDENTIDADE NACIONAL


A música genuína de um povo revela a alma da nação. A música acompanha os povos lusófonos por toda a parte. Música Popular, Música Erudita, Música Clássica.


É uma de suas marcas indelébeis.


O carinho pela música é uma das marcas da nossa identidade.


Nosso povo canta em casa, no trabalho, pelas ruas, em eventos culturais e religiosos, em manifestações públicas. Canta quando está alegre e quando está triste. Este é um espaço a serviço de nossa música.


Quando nos detemos na apreciação da música da lusofonia, verificamos a existência de grandes obras musicais, produzidas através dos séculos. Verdadeiros Monumentos de criatividade que enlevam os nossos corações.


Esta é a missão deste espaço virtual.


É fácil verificar que a lusofonia dispõe de muitas composições musicais que ombreia com o que de melhor produziram os grandes artistas, através do tempo, pelo mundo afora.


Dispomos de obras geniais, na música erudita, como na popular e na música litúrgica.


Esta ideia foi desenvolvida pelo Prof. Dr. José Maria Pedrosa Cardoso, da Universidade de Coimbra, com a colaboração do Maestro Prof. Dr. José Eduardo Gandra Martins, da USP, em curso ministrado em São Paulo, na Casa de Portugal, no mês de outubro deste ano de 2010.


No entanto, é patente que as grandes produções musicais dos países lusófonos, ainda são pouco difundidas, portanto, são pouco conhecidas. O Poder de marketing e de difusão dos países de economias mais fortes açambarcam todos os espaços, nas sociedades de consumo.


O grande objetivo deste sítio é descobrir e divulgar os nossos grandes compositores e prestigiar o que é nosso É motivar outros a fazerem o mesmo.


Precisamos descobrir o Portugal profundo, o Portugal da arte e do espírito. Para muitos este espaço será uma memorável descoberta.


Aqui damos as mãos a quantos, pelo mundo afora fazem trabalho idêntico. E são muitos. Não estamos sós.


A boa música é um bálsamo para a nossa alma. Ela enleva o nosso espírito e o nosso psiquismo, produzindo a paz interior e dando mais sentido à vida.


Nos grandes momentos nunca falta a música.


Diz Camões:


Outros com vozes que os céus feriam


Instrumentos altíssimos tangiam” (Lus. II, 90)

Esta é a razão de ser deste site/blogue: é um espaço especializado para a divulgação da produção do que há de melhor na música dos países lusófonos: Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné Bissau, S. Tomé e Príncipe e Timor Leste.

Pelas dimensões que se propõe, este site estará  sempre incompleto, sempre sendo ampliado, conforme as condições de que  dispusermos. Nunca estará acabado.


 

Queremos que este espaço seja um arsenal da música lusófona, que sirva  para enriquecer os apreciadores e estimular os pesquisadores e estudiosos.

 

Aqui divulgamos o resumo do curso ministrado pelo Prof. Cardoso que é uma grande síntese da grande produção musical de Portugal.


Este curso foi o que motivou a construção deste site.


Aos poucos queremos que este espaço seja uma referência para quem quiser descobrir a “Música da Lusofonia”. Talvez demore ao menos uns dois anos, mas o sonho será realidade. O Projeto é muito ambicioso.


À produção  de Portugal e do Brasil já temos acesso garantido.

 

Antecipadamente  agradecer a quantos puderem nos ajudar a preencher a  produção musical dos países lusófonos africanos: (Angola, Moçambique, Guiné Bissau, Cabo Verde e S. Tomé e Príncipe) e de Timor Leste, onde a nossa pesquisa está apenas iniciando, com tempo restrito.

 

Devemos acrescentar: nossa música nos conecta com a vida, com o mundo e com os nossos valores mais profundos. A música nos irmana: cria fraternidade.

A música  alegra o coração de nossa gente e nos faz mais gentis e mais humanos.

“Quem canta seus males espanta” diz o nosso povo.

 

Para entender melhor as dimensões da Lusofonia, leia:

Nossa Pátria Lusófona

http://www.portaldalusofonia.com.br/artigosnossapatria.html

Lusofonia, um Patrimônio Histórico Imaterial

http://globilingua.blogspot.com/2008/03/lusofonia-um-patrimonio-historico.html

Lusitanidade, Lusofonia e Universalidade

http://tribunalusofona.blogspot.com/2009/12/blog-post_08.html

 

José Jorge Peralta

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