Domingo, 22 de Agosto de 2010

Crônicas 5

VIVENCIAR A CULTURA LUSA - III

Preservar Nosso Patrimônio Imaterial

J. Jorge Peralta

 

1. Devemos cuidar de nosso imenso patrimônio cultural, principalmente essas canções que embalam o nosso espírito e nos falam à alma. Defender a nossa cultura genuína é defender a nossa identidade; é defender a nossa soberania. Música é cultura que une povos e corações.

Cada um deve cuidar do que é seu.

 

O Brasil tem o Samba, tem música sertaneja, mas tem também outras modalidades de músicas genuínas. Também Portugal tem o doce Fado, mas tem outras modalidades de músicas genuínas, para a satisfação e entretenimento dos diferentes gostos populares.

No Brasil temos, sim, muitos e bons cantores, representantes e interpretes da música portuguesa de melhor qualidade. Nomeio apenas quatro: o Roberto Leal, a Bibi Ferreira, a Fafá de Belém, a Glória de Lurdes, entre muitos outros, que precisariam, no entanto, modernizar um  pouco os seus repertórios. A Dulce Pontes, a Mariza e outros cantores da alma lusa deveriam estar no Brasil mais frequentemente. Eles revitalizam as comunidades pois lhes falam à alma.

Um ponto alto a destacar: os portugueses prestigiam, com convicção a Música Popular Brasileira. Ponto para eles.

Não podemos atender apenas às forças do mercado, que só pensam no resultado financeiro, ou em prestigiar os amigos, que nem sempre são o que  Portugal tem de melhor.

O que fazem nossas instituições para promover a lusobrasilidade?

Não estaria na hora de fazer uma auditoria para saber o que é feito com as altas dotações...

Insisto que nossa cultura e nossa música, em particular, revela e fortalece a alma da nação, anima e alegra o povo. Fala ao nosso sentimento coletivo.

Diz o povo que “quem canta os males espanta” e o ânimo levanta.

Merecem todo o aplauso, no Brasil, alguns programas de TV:

a) “Viola, minha viola” – de Inezita Barroso

b) “Sr. Brasil” – de Rolando Boldrim, ambos na TV Cultura, canal  2.

 

2. Diante disto, aprofundo a minha opinião:

A nossa cultura genuína precisa  ser preservada a qualquer custo.

Querem matar a alma portuguesa e lusobrasileira?! Isto seria um notório genocídio cultural, intolerável e imperdoável. Uma perda imensa para a humanidade  que não pode ser esquecida. Isto é impossível.

Se o governo está fazendo tudo para destruí-la, não nos acovardemos. O governo não é o povo, nem sempre o governo representa o povo. Alguns governos são anti-nação? Mas os governos passam e o povo continua.

 

3. Portugal é mais forte que os seus detratores e traidores. É o que diz a história, que alguns querem esquecer.

Se cada um fizer a sua parte, as nossas Associações aprenderão a lição, ao menos por vergonha de seus atos anti-sociais e traiçoeiros, às vezes involuntários ou despercebidos, pela superficialidade suicida reinante.

Também os restaurantes da culinária  portuguesa saberão pôr, em seu “cardápio” de música ambiente, uma boa seleção de música portuguesa variada (40%), mesclada com música brasileira (25%), e também música internacional (15%) e música clássica (20%). O mesmo deveriam fazer os espaços públicos portugueses. Alguém deveria propor uma lei para regulamentar esta matéria de utilidade pública. Já prestaram atenção à nossa Música Erudita?!

Nos monumentos históricos deveriam tocar 50% de música portuguesa, 20% de música clássica e 30% de música dos países lusófonos Brasil, Angola, Moçambique,  Cabo Verde, etc.

Difundir a música portuguesa genuína é estimular novos talentos...

Pela música de raiz podemos reforçar os laços da fraternidade lusófona.

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publicado por musicadalusofonia às 13:00
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Palavra do Editor


MÚSICA E IDENTIDADE NACIONAL


A música genuína de um povo revela a alma da nação. A música acompanha os povos lusófonos por toda a parte. Música Popular, Música Erudita, Música Clássica.


É uma de suas marcas indelébeis.


O carinho pela música é uma das marcas da nossa identidade.


Nosso povo canta em casa, no trabalho, pelas ruas, em eventos culturais e religiosos, em manifestações públicas. Canta quando está alegre e quando está triste. Este é um espaço a serviço de nossa música.


Quando nos detemos na apreciação da música da lusofonia, verificamos a existência de grandes obras musicais, produzidas através dos séculos. Verdadeiros Monumentos de criatividade que enlevam os nossos corações.


Esta é a missão deste espaço virtual.


É fácil verificar que a lusofonia dispõe de muitas composições musicais que ombreia com o que de melhor produziram os grandes artistas, através do tempo, pelo mundo afora.


Dispomos de obras geniais, na música erudita, como na popular e na música litúrgica.


Esta ideia foi desenvolvida pelo Prof. Dr. José Maria Pedrosa Cardoso, da Universidade de Coimbra, com a colaboração do Maestro Prof. Dr. José Eduardo Gandra Martins, da USP, em curso ministrado em São Paulo, na Casa de Portugal, no mês de outubro deste ano de 2010.


No entanto, é patente que as grandes produções musicais dos países lusófonos, ainda são pouco difundidas, portanto, são pouco conhecidas. O Poder de marketing e de difusão dos países de economias mais fortes açambarcam todos os espaços, nas sociedades de consumo.


O grande objetivo deste sítio é descobrir e divulgar os nossos grandes compositores e prestigiar o que é nosso É motivar outros a fazerem o mesmo.


Precisamos descobrir o Portugal profundo, o Portugal da arte e do espírito. Para muitos este espaço será uma memorável descoberta.


Aqui damos as mãos a quantos, pelo mundo afora fazem trabalho idêntico. E são muitos. Não estamos sós.


A boa música é um bálsamo para a nossa alma. Ela enleva o nosso espírito e o nosso psiquismo, produzindo a paz interior e dando mais sentido à vida.


Nos grandes momentos nunca falta a música.


Diz Camões:


Outros com vozes que os céus feriam


Instrumentos altíssimos tangiam” (Lus. II, 90)

Esta é a razão de ser deste site/blogue: é um espaço especializado para a divulgação da produção do que há de melhor na música dos países lusófonos: Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné Bissau, S. Tomé e Príncipe e Timor Leste.

Pelas dimensões que se propõe, este site estará  sempre incompleto, sempre sendo ampliado, conforme as condições de que  dispusermos. Nunca estará acabado.


 

Queremos que este espaço seja um arsenal da música lusófona, que sirva  para enriquecer os apreciadores e estimular os pesquisadores e estudiosos.

 

Aqui divulgamos o resumo do curso ministrado pelo Prof. Cardoso que é uma grande síntese da grande produção musical de Portugal.


Este curso foi o que motivou a construção deste site.


Aos poucos queremos que este espaço seja uma referência para quem quiser descobrir a “Música da Lusofonia”. Talvez demore ao menos uns dois anos, mas o sonho será realidade. O Projeto é muito ambicioso.


À produção  de Portugal e do Brasil já temos acesso garantido.

 

Antecipadamente  agradecer a quantos puderem nos ajudar a preencher a  produção musical dos países lusófonos africanos: (Angola, Moçambique, Guiné Bissau, Cabo Verde e S. Tomé e Príncipe) e de Timor Leste, onde a nossa pesquisa está apenas iniciando, com tempo restrito.

 

Devemos acrescentar: nossa música nos conecta com a vida, com o mundo e com os nossos valores mais profundos. A música nos irmana: cria fraternidade.

A música  alegra o coração de nossa gente e nos faz mais gentis e mais humanos.

“Quem canta seus males espanta” diz o nosso povo.

 

Para entender melhor as dimensões da Lusofonia, leia:

Nossa Pátria Lusófona

http://www.portaldalusofonia.com.br/artigosnossapatria.html

Lusofonia, um Patrimônio Histórico Imaterial

http://globilingua.blogspot.com/2008/03/lusofonia-um-patrimonio-historico.html

Lusitanidade, Lusofonia e Universalidade

http://tribunalusofona.blogspot.com/2009/12/blog-post_08.html

 

José Jorge Peralta

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